Em 2030 a
República Popular da China se torna a primeira economia do mundo. Com olhares
desconfiados e temerosos, as Nações Unidas os parabenizam pelo sucesso de sua reforma
econômica, iniciada por Deng Xiao no final da década de 1980.
Em 2032 a China
controla todo o sul do Mar da China, tomando ilhas e áreas de pesca de nações soberanas como a Tailândia e as Filipinas. Os chineses constroem ilhas artificiais para uso
militar e passam a patrulhar as águas, controlando o acesso de navios estrangeiros na região.
Em 2034 o ambicioso Canal da Nicarágua é concluído. Sendo totalmente financiado pela
China, o canal prejudica diretamente a economia dos Estados Unidos, uma vez que
o Canal do Panamá é controlado pelos americanos. Além da economia, o novo canal torna-se uma ameaça geopolítica constante para os Estados Unidos, pois fortalecia estrategicamente antigos desafetos como Cuba.
Em 2036 o programa espacial chinês avança e a
base espacial Tiangong[1]
aumenta em trinta vezes o seu tamanho, ultrapassando tecnologicamente a ISS[2]
e tornando-se a primeira colônia orbital fora da Terra.
Em 2039 a China
invade a ilha de Taiwan, provocando a indignação da comunidade internacional. As Nações Unidas condenam abertamente os ataques e fazem sanções. Devido à aliança taiwanesa com os americanos, os
Estados Unidos entram na guerra, liderando uma coalizão internacional.
Os chineses
formam sua própria coalizão, formada principalmente por russos, iranianos e
norte-coreanos. Estes fornecem armamentos, inteligência e seu território para a
instalação de equipamentos de comunicação e espionagem.
Em 2040 os
Estados Unidos iniciam a invasão de Taiwan. Apesar de seus avançados
armamentos, os americanos são rechaçados da costa taiwanesa, perdendo pela
primeira vez na história o desembarque de suas tropas em costa estrangeira. Humilhados,
os americanos atacam com mísseis de médio alcance as cidades chinesas. Por sua vez, os chineses respondem com o lançamento de seus temidos
mísseis hipersônicos, lançados a partir dos formidáveis foguetes “Longa
Marcha”.
Conhecidos por
serem planadores orbitais, os mísseis se esquivam das defesas antiaéreas e
causam grande destruição nas cidades americanas, provocando um incontável número
de vítimas. Temendo um massacre, os americanos se veem obrigados a considerar
um ataque nuclear, reativando um programa abandonado desde o fim da Guerra
Fria.
Antes que
pudessem realizar o ataque, um misterioso raio de luz desce do céu e dizima prédios
importantes em território americano, como o Pentágono e a Casa Branca. Para o
espanto de todo o mundo, a China realizara um ataque a partir de sua estação
espacial Tiangong, violando todos os tratados internacionais de não utilização do
espaço para fins militares.
Em 2041 os
americanos assinam um tratado com os chineses. Os Estados Unidos perdem a costa
oeste, o Havaí e todos os arquipélagos do Oceano Pacífico, conquistados dos
japoneses no final da Segunda Guerra. O Extremo Oriente fica totalmente
controlado pela China, incluindo países como Japão, Austrália e Coreia do Sul. Países
africanos, outrora financiados pela China, também passam a ter influência
direta de Pequim.
Em 2043 o governo
chinês reforça a repressão contra as religiões em seu país. Abrigando fés
tão diferentes em seu território, o governo teme o surgimento de uma nova
guerra civil, semelhante à Rebelião Taiping liderada por Hong Xiuquan no século
19. Por prevenção o governo cria um novo calendário, paralelo ao ocidental, para
garantir a segurança nacional chinesa.
O novo calendário
começa após a revolução maoísta, concluída em 1953. Porém a nova contagem dos
dias mostra-se muito impopular na China e os próprios chineses driblam o calendário
oficial para continuar utilizando o velho modelo ocidental secretamente.
Com uma economia
vibrante, um exército poderoso e um governo consolidado, a China torna-se a única potência dominante a controlar o mundo.
E assim começa a Nova Ordem Mundial chinesa.
