(Artista desconhecido)
Uma semana se
passa.
O Plasma
desaparece misteriosamente. Sem a potente fonte energética, os ingleses fecham
suas refinarias e fábricas, deixando em seguida Liubliana. Na Inglaterra, eles retomam
o desenvolvimento de sua nova fonte energética de outrora, uma mais limpa e
mais potente, chamada de eletricidade.
Em Liubliana,
porém, o Rio Liublianica permanece com uma curiosa cor verde; uma lembrança da
antiga substância mística que energizava a cidade.
Tobias vem
visitar Valentim. Com muita alegria no olhar, ele finalmente conhece Danica.
- Muitíssimo
prazer em conhece-la, senhora Danica. Nós estivemos procurando pela senhora.
Danica sorri,
lisonjeada. Ela vestia as roupas típicas de uma dona de casa liublianense. Em
sua cabeça ela vestia um véu muito semelhante àquele encontrado no bairro dos
judeus. Danica era uma mulher muito bela, apesar da idade. Agora o inspetor
compreendia porque Valentim a amava tanto.
A mulher responde:
- Prazer em
conhece-lo, Inspetor Hessler. Obrigado por cuidar do meu marido.
- Sou eu quem te
agradeço, senhora. Vê-la viva e bem é minha maior satisfação.
Ao lhe dar a mão,
Tobias nota como seu aperto era delicado e frágil. Aparentemente ela ainda
estava se recuperando; os últimos meses foram bem traumáticos para ela. Mas não
querendo ser inconveniente ou indiscreto, o inspetor decide não interroga-la naquele
momento.
Valentim lhe
indica um lugar no sofá e, em seguida, se senta em sua velha poltrona.
Rapidamente Tobias nota como a mobília era desgastada e velha. O casal era
muito pobre e humilde. Entretanto toda a casa era limpa e organizada. Danica
não era uma esposa relapsa, como ele pode notar.
Tobias faz uma
discreta varredura na casa com seus olhos de inspetor. De repente um gato pula
em seu colo e o assusta. O bichano lhe mira seus olhos verdes e mia.
- Ora, não se
incomode com isso! O Orfeu gosta de fazer novas amizades! – diz Valentim –
Durante todo esse tempo em que eu procurei por minha Danica, o Orfeu me fez
companhia.
Então a esposa
diz:
- Ele agora é um
membro de nossa família. Fico feliz que o meu Vali não o tenha expulsado de
casa.
Em seguida o gato
se deita no colo de Tobias e começa a lamber suas patinhas.
- Danica, por que
você não vai fazer um chá para nossa visita, por favor?
- Oh, não
precisam se incomodar! – protesta ele.
- Eu insisto. –
diz Valentim.
Danica então vai
para a cozinha. Tobias nota como ela caminha lentamente, como se lhe faltasse
as forças.
Com olhar sério,
o inspetor pergunta:
- Creio que o
senhor sabe por que eu estou aqui, não é?
Valentim assente.
Apesar de sua docilidade, Tobias não era nenhum ingênuo que podia ser enganado
pela súbita mudança de comportamento de Valentim. Apesar de toda sua força, ela
não era maior do que a força da lei.
- Sim, Inspetor
Hessler.
- Pois, então?
Respirando fundo,
Valentim lhe explica o ocorrido.
- Ao acordar em
minha casa, o guarda Davud estava sentado ao lado de minha cama. Ele disse que
você o colocou aqui para cuidar de mim. Mais tarde, eu acordei no meio da noite
e vi alguém no telhado; era uma mulher belíssima, com garras, asas de morcego e
cercada de corujas.
“Uma Succubus?”, indaga-se
Tobias.
- Eu a segui
pelas ruas da cidade, e ela me conduziu até as margens do Rio Liublianica. Lá
eu encontrei outra pessoa desconhecida, um homem mórbido que mais se parecia um
cadáver. Ele me levou em sua barca pelo rio, até chegarmos ao pântano.
- Davud estava
com você? – pergunta Tobias.
- Não. – responde
ele – Eu estava completamente sozinho.
Anotando em uma
caderneta, o inspetor diz:
- Prossiga.
- Ao chegar lá,
eu encontrei um enorme fosso no chão, tão fundo que quedas d’água se formavam
lá dentro. A mulher alada voou para lá e eu a segui. Foi então que eu descobri
para onde ela estava me levando. Lá embaixo havia um templo subterrâneo.
- O templo de
Exúvia? – pergunta ele.
Valentim assente.
- Lá dentro eu vi
cultistas e máquinas de tortura ferindo os próprios adoradores daquele deus
estranho. Um sacerdote, aparentemente o líder, me recebeu e me fez importantes
revelações. Ele era o responsável pelo surgimento do Plasma, e também pelas
aparições de fantasmas e monstros pela cidade. Foi ele quem libertou o Golem
aquela noite no bairro dos judeus, e foi ele também quem violou a ex-prostituta
Madelaine em seu quarto. Ele me disse que Exúvia se alimentava do Plasma, e que
abrira os portões do abismo para reencarná-lo aqui na Terra. Aqueles doentes
eram realmente loucos.
- O que mais aconteceu?
- Sobre uma mesa
de pedra eu vi Danica. Ela estava seminua e inconsciente. O sacerdote ameaçou viola-la
e eu o impedi, esmagando sua cabeça e matando o desgraçado. Aparentemente era
isso o que aquele pervertido queria. Seu sangue ativou algo e a mesa se
alumiou. Então uma energia... Uma mágica, talvez... Me envolveu e eu perdi a
consciência, acordando minutos mais tarde.
Tobias lhe faz um
olhar de desconfiança.
- Senhor
Valentim, o senhor não se lembra de ter visto o guarda Davud lá embaixo?
Valentim se
demonstra abatido.
- Davud estava
morto, ele fora assassinado pelo Capitão Vilko. – revela ele – Vilko era membro
daquele culto de loucos. Ele me explicou que vendeu sua alma a Exúvia para ter
seu filho de volta, e por isso matou Davud. Ele intentava proteger o culto.
Aparentemente o capitão estava arrependido, mas isso não importa. O templo ruiu
e o soterrou lá embaixo.
Aquelas eram acusações
graves. Violação, assassinato, sequestro... Aquilo daria um estressante
relatório na Gendarmerie. Com olhar sério, o inspetor lentamente pergunta:
- O senhor tem
provas para confirmar o seu relato?
- Sim. –
abaixando-se, ele enfia a mão em uma sacola e retira um objeto – Esta é a
evidência que eu trouxe lá de baixo; o colar que o sacerdote estava usando. Ele
tem esta estranha joia que brilha sozinho. Tome.
Ao pegá-lo,
Tobias vê um talismã com entalhes místicos, provavelmente mágicos.
- Fascinante.
- E aqui está a
faixa do guarda Davud. Que Deus o tenha.
Tobias a pega e pode
perceber que a faixa tinha escuras manchas de sangue. Fechando os olhos, ele se
lamenta.
- Isso é tudo? –
pergunta ele, por fim.
- Sim, inspetor.
Virando a página
de sua caderneta, ele pergunta:
- O senhor
escapou com Danica, certo? O que aconteceu depois no pântano? Esse fosso ainda está
lá?
- Eu não faço a
menor ideia. – responde ele – Danica estava fraca e sua segurança era a única
coisa que me importava. Nós fugimos e não olhamos para trás.
Tobias se
silencia. Apesar da pergunta, ele já sabia a resposta. A Gendarmerie investigou
o local do ocorrido. Não havia nenhum sinal do fosso que Valentim relatara.
- Está bem.
O inspetor fecha
sua caderneta. Em seguida Danica retorna com duas xícaras nas mãos. Tobias se
levanta para pega-la e elegantemente agradece, curvando a cabeça.
- Eu ainda tenho
algo a dizer, inspetor.
O inspetor se
intriga.
- O que foi,
senhor Valentim?
- Eu estou
deixando a Gendarmerie. – informa ele – Não pretendo mais trabalhar com os
inspetores.
Tobias se
surpreende.
- O que está
dizendo, Valentim? Esse emprego era o seu sustento e, com os ingleses deixando
a cidade, não haverá mais empregos por aí!
Meneando
negativamente a cabeça, ele responde:
- Minha esposa
está fraca e precisa de minha ajuda. Eu não a deixarei em casa enquanto arrisco
a minha vida lá fora todos os dias. Ela é minha razão de viver, a força que me
motiva a enfrentar as dificuldades da vida. Eu ficarei em casa para cuidar dela.
Tobias insiste.
- Mas como o
senhor irá se sustentar?
Irritando-se, ele
responde:
- Apenas deixe
este problema para mim, está bem?
Então Tobias
desiste.
- Com licença,
senhores. – interrompe Danica – Eu preciso me retirar.
- Algum problema,
Dani?
- Eu só estou um
pouco enjoada, só isso. – olhando para o inspetor, ela diz – Desculpe-me a
deselegância, Inspetor Hessler, mas eu vou me retirar agora, está bem? Foi um
prazer conhecê-lo.
Tobias se levanta
e, novamente elegante, responde:
- Não se
preocupe, senhora Danica. O prazer foi todo meu. Desejo-lhe melhoras!
Sorrindo, Danica
se afasta e então os olhos do inspetor captam outra coisa. A barriga dela estava
um pouco inchada. Intrigando-se, ele se pergunta:
“Ela está
grávida?”.
- Bem, eu devo
partir também. Foi bom revê-lo, senhor Valentim. – despede-se ele.
- Foi bom revê-lo
também, Tobias. Me desculpe não poder me levantar. Essa semana foi muito
difícil e eu estou exausto.
Tobias estranha.
Geralmente Valentim tinha um vigor invejável até para os mais jovens. Sorrindo,
ele responde:
- Não tem
problema. Eu vou sozinho até a porta. – caminhando até a saída, ele diz – Até a
vista, senhor Valentim. Diga a Danica que o chá estava ótimo.
- Até a vista,
Inspetor Hessler. Eu certamente direi. E muito obrigado por me ajudar a
encontrar a minha esposa.
- Não há de quê.
E obrigado o senhor por salvar a minha vida.
- Não há de quê,
também.
Os dois sorriem,
encarando-se com respeito mútuo e afeição. Em seguida Tobias se vira e diz
adeus.
A porta se fecha.
Ficando finalmente
sozinho, Valentim deixa passar um tempo. Em silêncio ele se certifica de que
Tobias não irá voltar. Algo o incomoda em suas costas. Afastando-se, ele mexe
em algo no estofado e encontra o que procura; era o ouro saqueado dos
cultistas.
Valentim saqueou
o templo e escondeu o ouro e outras pedras preciosas em sua poltrona. Aquilo
lhe dará o dinheiro necessário para ele ficar com sua esposa. Valentim não pôde
informar a Tobias, pois elas eram provas concretas da existência do culto e, consequentemente,
seriam confiscadas pela Gendarmerie.
Respirando fundo,
ele finalmente se alivia.
§
Na estação da
Gendarmerie, Tobias redige o relatório. Ele pensa em tudo o que aconteceu: o
Monte Santa Maria, a galeria dos cadáveres, o Bosque das Espatódeas, o bairro
dos judeus, o beco das meretrizes, o bairro dos burgueses ingleses... Enxugando
o suor de sua testa, ele se surpreende; aqueles foram meses bem intensos.
O inspetor
minuciosamente relata. O aumento dos crimes foi causado pelo Plasma, uma
substância tóxica e alucinógena liberada no pântano por um culto pagão
desconhecido. Após intensa investigação, é revelado que o capitão Vilko
cooperava com o culto, sendo ele mesmo um membro. A Gendarmerie age rápido e
contém o envenenamento nas nascentes; o Plasma desaparece e o número de crimes
e alucinações baixam. Em poucos dias a cidade volta ao normal.
Por último, ele
cita que seu formidável assistente foi o responsável pelo encerramento do caso,
e que o guarda Davud, um jovem bósnio cheio de talento e bravura, morreu como
um herói.
Alguém bate em
sua porta e diz:
- Com licença,
inspetor. Daqui a pouco vai começar o cortejo do funeral de Davud. Você não
vem?
Ele recobra a
atenção.
- É claro. –
levantando-se, ele diz – Vocês já escolheram o novo capitão?
- Ainda não.
Provavelmente o duque de Carníola decidirá isso. Mas eu não me importo. Eu
quero mesmo é que o traidor do Vilko queime no inferno!
Tobias sorri.
Fechando o relatório, ele se alivia. Seu trabalho estava feito.
§
A garagem dos
trens estava cada vez mais vazia. Sem a presença dos ingleses em Liubliana, as
linhas tinham poucos operários para a manutenção. Tobias atravessa a plataforma
e se dirige ao famigerado Beco das Meretrizes.
Enquanto caminha
pelas vielas lamacentas, ele carrega um pequeno buquê de flores. Os vagabundos
olham para ele e riem, debochando do jovem apaixonado passando ali.
Batendo na porta,
ele pergunta:
- Eu posso
entrar?
Madelaine se vira
e vê o inspetor parado na entrada.
- Tobias? –
espanta-se ela – Bom dia, inspetor. Em que posso ajudá-lo?
Ao entrar, o
inspetor nota como o quarto estava limpo e organizado. Não havia sinais de que
houvera uma terrível possessão demoníaca ali. Tobias se felicita. As imagens
dos santos e os crucifixos nas paredes lhe provocavam uma sensação de paz. Algumas
meretrizes estavam ali também. Elas entravam e saíam, recebendo remédios e
comida da filantrópica Madelaine.
- Isto é para
você. – diz ele, estendendo-lhe as flores.
- Ora, muito
obrigada! – sorri ela – Elas são lindas!
Madelaine leva as
flores ao rosto e as cheira. As meretrizes também se emocionam, achando o ato
de Tobias muito lindo.
Enquanto Madelaine está distraída, o inspetor
nota como seus ruivos cabelos caíam em seus ombros desnudos. Seus olhos se
enchem de ternura; ele estava perdidamente apaixonado por ela.
- Madelaine, eu
gostaria de dizer outra coisa... – um pouco sem jeito, ele tira uma caixinha de
seu bolso e se ajoelha – Senhorita Madelaine Smith, você gostaria de se casar
comigo?
A mulher arregala
os olhos.
- Inspetor
Tobias?! O que está fazendo?!
- Eu... – gagueja
ele – Ouça, eu estou perdidamente apaixonado por você. Me apaixonei desde o dia
em que estive aqui pela primeira vez. – suor se escorre de seu rosto – Eu
gostaria que você aceitasse o meu pedido de casamento... E se casasse comigo.
Madelaine está
atônita, totalmente surpresa perante o jovem inspetor. As meretrizes se
espantam também; nenhuma delas viu algo parecido naquele beco de perversão e
decadência.
- Tobias, eu... –
ela não sabe o que responder. Ver o inspetor ajoelhado ali, com um olhar
amoroso e um par de alianças douradas em suas mãos, era algo intolerável demais
para ela.
- Responda logo!
– exclama alguém entre as meretrizes.
O inspetor a
olhava ternamente. A demora o constrange e seu rosto fica vermelho, fazendo o
suor se escorrer de sua testa.
- Tobias, me
desculpe. – responde ela, por fim – Mas eu não posso aceitar o seu pedido.
O olhar amoroso
de Tobias se desfaz em um profundo abatimento.
- Como é...?
- Me desculpe,
mas eu não aceitarei.
Tobias não
consegue acreditar no que ouve. Mesmo as meretrizes não conseguem acreditar
também.
- Madelaine, eu
me apaixonei por você! Eu quero te tirar desta vida no Beco das Meretrizes! Seu
passado ruim você vai esquecer! Eu posso te fazer feliz!
A mulher meneia
negativamente a cabeça.
- Tobias, meu
lugar é aqui. Eu devo ficar para cuidar das meretrizes em Liubliana. Eu vim
aqui para isso. Esse é o meu chamado de Deus.
- Mas
Madelaine...!
Naquele momento
eles ouvem o som de trens funcionando ao longe. As paredes tremem e um cheiro
horrível de fumaça toma o ambiente. Após o desaparecimento do Plasma, as
locomotivas voltam a usar o carvão em suas caldeiras, liberando a poluição.
Daquele momento em diante, o ar no beco se tornaria quase irrespirável.
- Eu te peço!
Case-se comigo! – insiste ele – Eu te amo!
- Eu não posso.
As meretrizes precisam de mim.
- Por favor...!
A insistência de
Tobias o tornava patético. Seu olhar abatido causava pena inclusive nas
meretrizes. Mas Madelaine estava decidida a ficar.
- Eu lamento
muito. – então ela fecha a caixinha nas mãos de Tobias e o levanta.
Com lágrimas nos
olhos, ele diz:
- Eu...
- Ei! – alguém
grita na porta – Nós queremos comer aqui!
O inspetor se
assusta. Ao olhar para trás, uma fila de meretrizes e vagabundos esperavam para
se alimentar na casa de Madelaine. Respirando fundo, ele se desanima. Ele ia
dizer “eu te amo” uma última vez.
Guardando a caixa
de alianças no bolso, ele seca seus olhos e se retira, arrastando-se para fora
como um cachorro abandonado.
A vinte passos de
distância, Tobias olha para trás uma última vez. Uma multidão se aglomera na
porta do cortiço. Ocupada como estava, Madelaine sequer o viu partir.
Imediatamente a dor o aflige.
Rejeitado, seu
coração se desfaz em pedaços.
§
A noite vem fria
em Liubliana.
Da janela de seu
quarto, o solitário Tobias vê a cidade lá fora. Ele se deprime; seu espírito se
desabava em uma espiral de profunda tristeza. O inspetor encerrou o caso, a
cidade fora liberta do flagelo do Plasma, mas ainda assim a tristeza corroía o seu
coração.
Tobias faz uma
análise rápida dos acontecimentos. Valentim encontrara a esposa, Madelaine ajudava
aos necessitados, os liublianenses desfrutavam novamente da paz... Tudo estava
indo bem na cidade. Aparentemente todos estavam felizes ao seu redor, menos
ele.
Fechando os
olhos, ele se lembra. Tobias foi rejeitado por sua noiva em Viena, sendo este o
motivo dele se transferir para a longínqua Carníola. Agora ele foi rejeitado
pela mulher que ama uma segunda vez. Abatido, ele percebe.
“O guarda Mladen
estava certo, afinal”, pensa ele. “As mulheres são o motivo do sofrimento dos
homens”.
Tobias não vê
mais motivos para ficar. Sem amigos, sem o seu caso e sem o seu amor, Liubliana
lhe evocava lembranças valiosas, episódios importantes de sua vida, que ele
perdera para sempre.
A cidade se
tornara nociva para o inspetor e, emotivo, ele toma uma difícil decisão. Tobias
decide partir.
Dois dias depois,
ele está de malas prontas diante do trem. Ao subir os degraus, um peso
insuportável aflige suas costas; ele já sente saudades daquele lugar. Então o
inspetor entra no trem e olha pela janela, contemplando Liubliana, a “cidade amada”,
uma última vez.
E então Tobias
diz adeus.