Amanhece em
Liubliana. Caminhando até a janela, Valentim vê a cidade lá fora. Em meio aos
pontudos telhados vermelhos das casas, ele vê as chaminés se elevando das
fábricas. Uma densa névoa esverdeada paira sobre a cidade; é aquela substância
Plasma que todos falam.
Danica, sua
esposa, ainda dorme em sua cama. Valentim era um homem rude, mas a amava
profundamente. Ele nunca foi muito romântico – ele quase não conseguia lhe
demonstrar afeição – mas demonstrava seus sentimentos através do trabalho duro,
atenção e demonstrações veladas de carinho. Valentim nunca entendeu por que ela
aceitou ficar com ele. Ele era grosseiro, tinha pouca instrução e era quase um
analfabeto. Ele falava alto, era autoritário e gostava de usar a camisa
desabotoada até a metade do peito. Suas vaidades eram mínimas, indo ao máximo
de pentear para trás seus cabelos e passar no pescoço um perfume barato.
Enchendo uma
bacia de água, ele lava seu rosto e olha para o espelho. Seus cabelos castanhos
estavam ficando grisalhos. Mesmo sua barba parecia mais acinzentada. Estando
próximo dos quarenta, ele se via mais magro.
“E pensar que eu
fiz força a vida inteira”, pensa ele, lembrando-se que trabalhou em serviços
braçais desde os oito anos.
Danica acorda e o
vê parado ali. Ela pergunta:
- Valentim, está
tudo bem?
Ele sai de seu
transe e responde:
- Está sim, Dani.
Bom dia para você.
Valentim está com
fome. Ele vem se alimentado mal por muitos dias. Enquanto lava seu rosto, seu
estômago ronca tão alto que sua esposa consegue ouvir.
- Você está com
fome?
- Só um pouco. –
mente ele – Não se preocupe.
- Ainda tem pão?
Não havia pão há
dias.
- Não.
- Você vai
comprar?
Valentim faz um
olhar pesaroso. Ele não tinha mais dinheiro.
- Só se você
quiser. Acho que a mercearia aceita outra compra fiada.
Danica fica em silêncio. Ela sabe que seu
marido tenta preveni-la a todo custo de lhe revelar a verdade. Os dois
amargavam na miséria. Eles faziam apenas uma refeição por dia e se endividavam
para comprar comida. Às vezes, quando tinham sorte, eles a conseguiam através
de doações da igreja.
Mudando de
assunto, ela pergunta:
- Como estão os
negócios? Apareceu algum trabalho?
Seu marido hesita
em responder. Valentim sabia muitos ofícios, mas todos se tornavam mais
obsoletos com a chegada das máquinas. Ele era um talentoso ferreiro e
marceneiro; Valentim se orgulhava de produzir excelentes dobradiças de portas e
janelas. Além desta atividade, ele também talhava lindas cadeiras e mesas.
Desde quando seus pais migraram do campo, ele aprendeu os ofícios necessários
para a sobrevivência em um centro urbano.
Lembrando-se de
algo, ele ri. Seu pai era limpador de chaminés nas casas. Valentim pensou em
fazer o mesmo, mas ele nunca gostou da fuligem de carvão. Às vezes seu pai
voltava tão sujo que até seu rosto ficava preto. Em uma noite seu pai abriu a
porta da sala e ele foi ver quem era. Valentim deu um grito e chorou assustado,
pensando ser uma assombração vindo pega-lo. Desde então ele pegou medo daqueles
trabalhadores.
Distraído e rindo
sozinho, sua esposa o chama:
- Amor?
- Não. – responde
ele, voltando ao assunto – Não apareceu nada.
Danica se
desanima. Eles passariam fome por mais um dia. Apesar dos vários ofícios de seu
marido, ninguém lhe oferecia emprego. Com a crescente industrialização na
província, as pessoas mal solicitavam seus serviços.
Uma fábrica faz
barulho ao longe. Era o apito da mudança de turnos.
- Malditos ingleses!
– comenta ele – É culpa deles amargarmos nessa penúria.
Danica faz um
olhar de reprovação. Ela não compactuava com os preconceitos de seu marido, e
procurava compreender todo mundo. Então ela tem uma grande ideia.
- Amor, por que
você não arruma um emprego nas fábricas?
O homem arregala
os olhos.
- O quê?! – irrita-se
ele – Eu trabalhando para os parasitas ingleses?!
- Não se trata de
preconceito, Valentim! Mas de nossa sobrevivência!
Ele responde:
- Faz ideia do
que está me pedindo? A corrupta nobreza austro-húngara nos vendeu à burguesia
inglesa para se enriquecer às nossas custas! O Império Britânico é maligno,
Danica! Veja o que eles fizeram em Liubliana!
A mulher se
confunde.
- Ingleses... Britânicos...
De quem você está falando? Você os demoniza tanto e nem sabe a diferença!
Então ele se
emudece. Sendo de baixa instrução, ele também não sabia que diferença havia.
Inglês correspondia ao natural da Inglaterra, país situado na parte sul da ilha
britânica. Britânico, porém, era todo aquele nascido na Grã-Bretanha, famosa
por situar os reinos da Inglaterra, Escócia e Gales. Ela também engloba a ilha
de Esmeralda, popularmente conhecida como Irlanda, incorporada ao Reino Unido e
liderada pelos ingleses.
- É política,
Dani. Este é uma assunto que não convém dizer!
Valentim mente
novamente. Ele também não entendia do assunto e apenas ecoava o que os mais
jovens comentavam efusivamente nas ruas.
- Eu não me
importo com política, Valentim! Se morrermos de fome amanhã, para onde vai esse
orgulho todo?
Ele exclama:
- Eu sou um
artesão, Danica! Meu trabalho é minha arte, minha vida! Eu não sirvo para
trabalhar em nenhuma máquina sem alma!
- É exatamente
por isso que eu te peço. Ninguém mais se interessa pelo artesanato. Hoje todos
preferem produtos manufaturados. É o progresso que estão falando. As fábricas
produzem melhor, mais rápido e com qualidade. O mundo está mudando, Valentim.
Não há como impedir!
Chateando-se, ele
comenta:
- Não acredito
que está me pedindo para trabalhar para os protestantes e hereges... Progresso,
não é? Pois eu digo que eles são cegos conduzindo outros cegos para o inferno!
Danica se
espanta. Quando queria, seu marido tinha muita teimosia. Então ela sabiamente
responde:
- E definhando na
miséria agora, não estamos nós já vivendo em um?
Então Valentim se
constrange. Sentando-se na cama, ele abaixa sua cabeça e diz:
- Eu estou
fazendo tudo o que eu posso, Dani... Mas eu não consigo! – então ele chora
tristemente.
Deitando-o em
suas pernas, ela conforta a seu marido.
- Está tudo bem,
Vali... – diz ela – Está tudo bem.
Perto do estômago
dela, ele percebe. Ela estava com fome também.
§
Alguns dias
depois, Valentim caminha por Liubliana. Era uma manhã fria e úmida. Ele vestia
um casaco velho e surrado que, apesar de seu estado, Danica o passou carinhosamente
para que ele pudesse se aquecer naquela manhã.
Enquanto caminha
ele vê a silhueta das pessoas se aproximando. Elas apareciam e desapareciam na
névoa. Uma mulher passa com seus filhos ao lado. Ao ouvi-los, ele percebe que
eram ingleses. Homens de tranças e chapéus conversam entre si e ele reconhece
judeus. Mais à frente ele vê senhores louros e de bigodes pontudos; eram alemães.
Aos poucos sua cidade se tornava cosmopolita.
Valentim ouve o
som de cavalgadas ao longe. De repente carruagens passam com lamparinas
penduradas em suas boleias. Com a densa névoa, era difícil avista-las, e assim
os cocheiros alertavam as pessoas enquanto conduziam seus cavalos pelas ruas.
Ele chega à
estação de trem. Observando sua fachada, ele se lembra que os ingleses a haviam
construído com a ajuda da população local. Apesar de sua revolta ele não
ressente a ferrovia, pois ela transportava os trabalhadores para lugares cada
vez mais distantes.
As linhas
ferroviárias cortam toda a cidade. Nos painéis Valentim arduamente lê o nome
das estações. Elas estavam escritas em inglês e em sua língua materna, o eslavo
do sul. Ele ressente as palavras estrangeiras ali, pois deseja que os
estrangeiros aprendam sua língua e não o contrário. Entretanto ele pensa; ele
mesmo não sabia sua própria língua, pois mal sabia ler e escrever.
“Então por que
exigir dos ingleses?”, pergunta-se ele.
Pegando o trem,
ele se ajeita nos duros bancos de madeira e ouve o apito; a locomotiva se
prepara para partir. Em seguida ela solta uma densa nuvem de vapor verde e se
movimenta. Os engenheiros usavam o Plasma para tudo.
“Um combustível
eficiente”, disseram eles em entrevista a um jornal.
Sobre os viadutos,
ele contempla Liubliana. A origem de seu nome é desconhecida; os alemães a
chamam de Laibach desde a Idade Média, mas eles também não tinham explicações
para a origem do termo. Alguns estudiosos sugerem que o nome deriva da mistura
da língua alemã com o eslavo do sul, significando “a cidade amada”.
Ao longe ele vê o
Castelo de Liubliana, construído no séc. 12 d.C. Diz a lenda que havia um
dragão que aterrorizava a cidade cuspindo fogo do topo de sua torre. Alguns
dizem que essa lenda originou-se do mito grego de Jasão e os Argonautas; outros
de que a lenda originara-se da história de São Jorge, patrono da cidade. Há
também um mito eslavo que diz que matar um dragão libera as águas e fertiliza a
terra, associando-a ao pântano que inunda a cidade. De qualquer forma, a figura
do dragão se tornou sua tradição.
Avançando pelos
trilhos, Valentim chega ao seu destino. Ele caminha pelas ruas, entra por um
portão e se reúne com outros homens no pátio de uma fábrica. Os homens ao redor
também pareciam confusos. Alguns eram jovens e outros bem mais velhos. Todos
vestiam roupas surradas e sapatos que demonstravam anos de uso. Valentim nota
que alguns usavam cachecóis e boinas. Com a massiva imigração inglesa na
província, os ingleses fomentaram uma moda.
Aquela fina névoa
verde pairava sobre a cidade. Olhando para cima, Valentim percebe que ela saía
das chaminés industriais. O Plasma tinha um cheiro agradável, lembrando o de
mato molhado. Então ele se pergunta como algo inflamável era utilizado como
fertilizante.
Distraído, alguém
se aproxima e pergunta:
- Bom dia, gospod[1]!
Como vai?
Valentim olha para
o lado e vê um sorridente senhor de bigode branco.
- Bom dia. Eu
estou bem, obrigado.
Os dois se
cumprimentam. Valentim aperta sua mão, fazendo-o gritar.
- Mas que aperto
de mão firme, hein rapaz?! Suponho que seja um trabalhador braçal.
- Sim. Eu era um
artesão.
- Oh, outro
artesão que decide trabalhar na indústria?
Valentim se
confunde.
- Por que outro?
- Olhe ao redor,
meu senhor. Todos são artesãos aqui.
Por seus olhares
perdidos, ele percebe que ninguém nunca operou uma máquina ali.
- Então todos
aqui trabalhavam com artesanato?
- Nesta fábrica
sim, mas onde meu filho trabalha a maioria são trabalhadores rurais. Eles
vieram do campo para as cidades; eles procuravam emprego para sobreviverem.
Então Valentim se
consterna. Fugindo da fome, a população do campo migrou para as cidades para
sobreviver. Pela primeira vez ele via o impacto social causado pela rápida
industrialização em seu país.
De repente
crianças passam correndo por suas pernas. Intrigando-se ele pergunta:
- O que estas
crianças estão fazendo aqui?
- Elas vieram
trabalhar também.
- As crianças
vieram trabalhar?! – duvida ele.
- Certamente! São
famílias grandes lá fora. Com tantas bocas para alimentar, os pais decidiram
emprega-las também. Meu neto também está aqui em algum lugar. As crianças são
boas para limpar as partes das máquinas que os adultos não alcançam.
Valentim arregala
os olhos.
- O senhor não se
preocupa que seu neto possa se machucar aí dentro?
Dando de ombros,
o velho responde:
- Não ligue para
isso. A vida é assim. Quantos anos tinha quando você mesmo começou a trabalhar?
Então ele
percebe. Apesar do progresso da sociedade, algumas coisas continuavam as
mesmas.
Ao seu lado, ele
ouve uma conversa. Um jovem conversava com senhores mais velhos. Em pé diante
deles, ele argumentava com grande habilidade e, por sua postura, Valentim nota
que ele tinha muita instrução.
- Muitas pessoas
falam em indústria, mas o que é uma indústria?
Os mais velhos
não sabem o que responder.
- Emprego! –
responde um, rindo.
Então todos riem
também.
- Pois eu direi o
que significa. – continua o jovem, mantendo sua compostura – Indústria
significa o conjunto de atividades e dos ofícios que produzem riquezas pela
manipulação das máterias-primas. Indústria é...
- Produz riqueza,
é? – interrompe alguém – Só se for para o dono das fábricas!
Eles riem
novamente.
- É claro. –
concorda o jovem, incomodado – Como eu estava dizendo, indústria são empresas
ou organizações, fábricas como essa, que tem o objetivo de transformar
matérias-primas em bens e serviços comercializáveis. Por exemplo a indústria
têxtil, que produz tecidos manufaturados pelas máquinas.
Passado algum
tempo, alguém comenta:
- Bens ou
serviços, máquinas ou indústrias, não importa. Pagando nossos salários, isso é
tudo o que nos interessa.
Então eles riem,
debochando do jovem entre si. Aqueles senhores estavam ali para arrumarem um emprego
e sobreviverem, pouco se importando com o significados das palavras.
O jovem, por outro
lado, se desanima e permanece em silêncio, desistindo de tentar ensinar-lhes
alguma coisa. Valentim nota que, apesar dele ser jovem e bem instruído, ele
também passava necessidade, pois nem mesmo seu diploma e instrução pôde lhe
garantir um emprego que lhe tirasse da miséria.
Um homem ruivo,
de costeletas e boina, sobe uma tribuna e pede a atenção de todos. Valentim
nota que era um inglês.
- Bom dia a
todos! Eu sou o sr. Wight. Sou o supervisor de produção aqui. – diz ele, com
forte sotaque inglês – Vocês vão trabalhar com máquinas de produção têxtil.
Nossos operários vão treina-los no manuseio da matéria-prima e na operação das
máquinas. Peço que tenham cuidado, pois desperdícios e danos à propriedade
serão cobrados. Vocês trabalharão das 07:00 às 20:00 e terão meia hora de
almoço! Atenção! Idas ao banheiro são cronometradas! Aqui não é restaurante; as
refeições devem ser trazidas de casa! Se algum operário se ferir procure um
atendimento médico público. Nós não tratamos acidentes de trabalho aqui!
Ao ouvi-lo,
muitos na multidão se aviltam.
O supervisor
continua:
- As crianças
estão sob cuidados dos pais e responsáveis. Mulheres gestantes não são
responsabilidade da fábrica! Mulheres e crianças receberão o pagamento
proporcional a sua produção diária. Devo informar que aqui não é creche ou
maternidade. Vocês estão aqui para trabalhar e trabalhar apenas! Fui claro?
Alguns homens se
revoltam e vão embora. Mas a maioria, incapaz de recusar o emprego, prefere
acatar e ficar em silêncio. Amargamente Valentim percebe; os donos das fábricas
exploravam o operariado, aproveitando-se da miséria alheia.
§
Uma semana se
passa.
O trabalho era
degradante e penoso. Em longos turnos de doze a quatorze horas, Valentim mal
via sua esposa. Para almoçar na fábrica ele teve de se endividar mais ainda
para comprar comida. Os donos das mercearias se cansam de tantas compras fiadas
e ele tem de implorar para eles continuarem vendendo. A promessa do salário era
tudo o que ele tinha.
Danica lava suas
roupas diariamente e logo elas se rasgam. A fábrica não fornecia uniformes e
ele tem uma perda inestimável de roupas. Endividado até o pescoço, ele sabe que
não pode comprar outras novas. Ele passa a ir trabalhar com trapos velhos e
rasgados, provocando risos em seus colegas.
A estafa o
desgasta. Com o contínuo esforço, ele sente sua saúde piorar. Ele tosse cada
vez mais alto e sente dores nas costas. As máquinas faziam ruídos altos e
irritavam seus ouvidos. Inexperiente no trabalho, ele toca uma correia e sua
mão imediatamente se corta. Sangue se escorre livremente. Seus colegas o veem,
mas o ignoram, negando-se a ajuda-lo. Lembrando-se de que ali não tinha
tratamento médico, ele estanca o sangramento com um trapo e continua seu
trabalho em silêncio.
No outro dia ele
vê crianças brincando pela fábrica. Os supervisores as oprimem, obrigando-as a
voltar ao trabalho. Uma enorme e quente caldeira energiza as máquinas. Em sua
base a fuligem se acumula, obstruindo o funcionamento das engrenagens. Valentim
assiste aflito os pais mandarem seus filhos entrarem ali embaixo enquanto as
máquinas estão funcionando. Um movimento errado e seus pequenos bracinhos se
mutilariam.
O domingo se
aproxima. Animado com o tão esperado dia de folga, ele ouve indignado que a
folga foi cancelada e que eles trabalharão normalmente. Ele se revolta, mas não
pode fazer nada. Ele precisa do emprego.
A fome o
atormenta. Chegando a hora do almoço, ele se horroriza ao ver que alguém tinha
roubado sua comida. Desesperado, ele sabe que teria de trabalhar doze horas sem
comer nada.
Aproximando-se do
supervisor, ele diz:
- Sr. Wight! Eu
tenho uma queixa para fazer! Alguém roubou minha comida!
Fazendo-lhe um
olhar irritado, o inglês responde:
- E o que eu
tenho a ver com isso? Não é problema meu!
- O senhor não
vai fazer nada?! Se eu não comer, como eu poderei trabalhar hoje?
- O que quer
dizer com isso? Eu já disse que aqui não é restaurante! Se você não tem comida,
arrume alguma por aí!
Valentim se
indigna.
- E por acaso eu
sou algum cachorro para procurar comida pelos cantos? O senhor tem que fazer
alguma coisa! O culpado tem que ser punido!
Wight ri.
- Além de
restaurante você pensa que aqui é investigação de polícia? Lamento, mas eu não
farei coisa alguma!
Então o
supervisor lhe dá as costas e vai embora. Valentim põe as mãos na cabeça e se
desespera. Sem comida, uniforme e remédios, ele é obrigado a morder a dor e
suportar a penúria.
Respirando fundo,
ele olha para o céu e pensa:
“Eu te amo,
Danica. Estou fazendo isso por você”.
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