(Artista desconhecido)
No Submundo, o
ataque final se prepara.
O conselho se
reúne para definir a estratégia a seguir na Cúpula Corporativa. Database
conversa com os líderes das facções através de seus monitores. Ao ver Nathan
pessoalmente com o líder da Design Inteligente, os facciosos protestam.
- Por acaso o
Submundo se aliou aos robôs?! – pergunta Huxley.
- Não. Quero
dizer... Sim. É difícil dizer... – confunde-se Database.
- Database, se o
Submundo se aliou a uma facção, então ele perdeu a neutralidade. – afirma Dawkins.
Uma discussão se
inicia. Nathan intervém:
- Líderes
facciosos, escutem-me. Eu entendo sua preocupação, mas devo informar que agora
o Inimigo de Estado e a Design Inteligente são um.
Tirando o cigarro
da boca, o xogum Tokugawa responde:
- Como podem ser
um? E por que está tão diferente?
Todos notam como
Nathan se portava de um jeito pouco natural.
Ele calmamente
responde:
- Eu me encontrei
com a deusa dos robôs e criadora do Protótipo #8, Deus Ex Machina. Em troca de
sua libertação, ela me concedeu a lealdade da Design Inteligente. Eles servem a
mim agora.
Os facciosos se
espantam.
- Podem as
máquinas se aliarem a um ser humano após tudo o que aconteceu? Quem garante que
elas não vão se rebelar contra nós e nos destruir como fizeram anteriormente? –
pergunta George.
Desta vez é Apex
quem responde:
- Não somos
humanos para os enganar e os trair.
Então os líderes
se irritam.
- Isso ainda não
explica como se tornou essa aberração perante os olhos de Deus. – comenta Jean
Baptiste.
Nathan esclarece:
- Eu fui ferido
no ataque à Hoverdrive. Os robôs salvaram a minha vida.
- Tornando-o um
deles? – insinua Dawkins.
- Tornando-me o
chefe da Rebelião.
Então os líderes
se calam. Eles resmungam entre si, cheios de desconfiança. Em um covil cheio de
assassinos e bandidos, se impondo ele superestimava sua importância.
Um minuto depois
Database diz:
- Senhores, eu
tenho traçado a estratégia do ataque. Ouçam-me.
No meio de sua
sala, um holograma detalhado do mapa da Cúpula Corporativa aparece. O distrito
girava lentamente, expondo as passagens e vias entre os prédios.
- Estudando as
características e potenciais de cada um, defini os melhores pontos de ataque
baseados nos atributos de cada facção. Os Clérigos do Recomeço atacarão pela
frente e a Frente Ateísta por trás do edifício corporativo.
- Por que pela
frente? – pergunta Jean Baptiste.
- Que melhor
maneira de professar publicamente sua fé se não pelos mártires da Rebelião?
Ao ouvi-lo, o
bispo concorda sorrindo.
- Você quer que a
Frente Ateísta previna um ataque à praça para que esses fanáticos professem sua
fé vazia? – irrita-se Dawkins.
- Não. – discorda
o chefe – Vocês terão metade do principal distrito de Sonata só para si. De lá
vocês poderão propagandear sua mensagem antirreligiosa como bem entenderem.
Dawkins concorda
também.
Database
continua:
- A Bushido
atacará pelo oeste e a 4 de Julho pelo leste.
- Nunca! –
protesta Tokugawa, assustando a todos.
- Por quê?
Com sua voz
grossa, o samurai responde:
- A Bushido
atacará pelo leste, como uma legítima potência oriental.
- Muito bem. –
concorda ele – Os tanques M1 avançarão pela praça a oeste enquanto os aviões
Zero fornecerão suporte aéreo a leste. Ambas as facções poderão realizar
ataques coordenados com os robôs samurais e os howitzers americanos.
- Pretende
estrangular o distrito? – pergunta George, referindo-se ao uso de seu poderio
militar.
- Exatamente.
Então o americano
sorri.
- A superfície é
um local isolado e propício ao transporte de munição e tropas. Vamos cortar o
fornecimento inimigo. Os Trans-humanistas assegurarão a parte norte e a
Resistência Purista tomará a parte sul.
Nasier protesta.
- Pretende nos
enviar àquele fosso de esgoto e baratas? O que pensa que somos? Habitantes da
superfície?
Database se
irrita, pois o elitismo preconceituoso dos puristas atacava os runners e o
próprio Submundo.
- Não, senhor
Nasier. As tropas puristas e os androides Advance têm maior mobilidade nos
espaços confinados da superfície. Os Trans-humanistas tem armamento pesado e
maior poder de fogo. Eles estarão lá para garantir que o inimigo não nos
surpreenda.
Nasier se
silencia. Ele não está satisfeito e suspeita do silêncio de Huxley.
- E quanto ao
Inimigo de Estado? – pergunta George – Onde ele estará durante a invasão?
- Nathan e os
robôs entrarão no confronto ao lado dos Clérigos do Recomeço. Após aquele
atentado no hospital dos ateístas, acredito que uni-los recupere a
credibilidade dos clérigos e do Inimigo do Estado perante o povo.
Com olhar sério,
Dawkins comenta:
- Você faz um
jogo perigoso, Database. Unindo desafetos e inimigos mortais no mesmo front...
O chefe
evasivamente responde:
- Como eu disse
anteriormente, montei a estratégia baseando-me nas características e potenciais
de cada um.
Desconfiado,
Tokugawa pergunta:
- E quem te fez o
general de todos nós?
- O Submundo
apresenta apenas uma sugestão. As facções são livres para modificar ou
apresentar um melhor modelo a seguir. Mas devo alerta-los que não temos muito
tempo. Enquanto discutimos aqui, o inimigo se reorganiza e se fortalece.
Devemos atacar imediatamente.
O chefe falava de
maneira perspicaz, manipulando as facções para fazer o que ele queria.
Incitando a urgência do ataque, os líderes se desencorajavam e seguiam a seus
planos.
Em tom irônico,
Huxley pergunta:
- Eu não ouvi o
papel dos runners em sua estratégia. Eles ficarão de expectadores na sua
Rebelião?
O trans-humanista
insinuava que os marginais de Database foram aniquilados no ataque ao Mystique.
Inesperadamente
Nathan responde:
- Nenhum outro
jovem será usado e morto na Rebelião novamente. Não mais será derramado sangue
inocente. Daqui para frente, a Design Inteligente substituirá os runners na
Rebelião.
Com a nova
imposição de Nathan, os líderes novamente se surpreendem.
Ainda insinuante,
Huxley faz outra pergunta:
- Antes eu não
confiava nos robôs, mas agora eu tenho dúvidas em continuar confiando no
próprio Inimigo de Estado. Afinal, ele libertou o supercomputador responsável
pelo Projeto Gemini.
O rapaz é incisivo
ao responder.
- Não foi Deus Ex
Machina a responsável pelo Projeto Gemini e sim a própria humanidade. E é muito
irônico você não confiar nos robôs quando é a sua facção que defende a união
dos seres orgânicos com as máquinas...
Então todos riem
de Huxley, fazendo-o se irritar.
Database informa:
- É importante
que o povo esteja presente na queda das corporações. Eu convocarei uma
manifestação hoje à noite.
Os líderes
concordam. Lembrando-se da enorme carga sobre a praça, Dawkins comenta:
- Espero que a
plataforma não ceda.
§
Nathan e os robôs
viajam em silêncio. A frota dos clérigos voa ao lado. Em meio a explosões da
bateria antiaérea, as aeronaves se aproximavam da Cúpula Corporativa.
Os Zeros
japoneses cruzam o céu. Os antiaéreos da polícia tentam abate-los, mas são
fulminados pelo tiroteio coordenado dos howitzers americanos. Olhando pelo
para-brisa, Nathan via o topo das megatorres sendo desintegrado pelos canhões.
O corte de
energia afetou inclusive o distrito sede do governo. Os prédios administrativos
e as vias públicas estavam escuras, mas naquela noite tudo era assustadoramente
iluminado pelo fogo das armas. Tiros de canhões e lasers atravessavam o
horizonte como relâmpagos brutais de guerra.
Abaixo, o rapaz
vê barricadas e incêndios. Os manifestantes ocupavam os túneis e plataformas,
atirando coquetéis Molotov contra a polícia. Como antes, havia muitas pichações
e vandalismo pelo distrito. Lendo o seu nome nas paredes, o rapaz percebe que
os cidadãos iam empolgados lutar ao lado de Nathan, seu libertador.
Ao chegar na
praça, as aeronaves se abrem e as tropas desembarcam. O rapaz a contempla por
um momento. A Cúpula Corporativa o recebia novamente. Aquele prédio alto e
espelhado, de arquitetura futurista, pairava a sua frente como um imponente
gigante. Há um mês, o gigante ameaçava esmaga-lo sob seus pés. Hoje será Nathan
a tentar esmaga-lo.
“Fatalismo”, como
diria Database.
Os Clérigos do
Recomeço avançam com seus paladinos. Com um carro parecido com os dos papas do
passado, o Profeta Jean Baptiste os acompanha, protegido por suas inusitadas
freiras de uniformes sensuais. Os clérigos portam estátuas e estandartes, como
se a invasão fosse uma procissão religiosa.
Nathan pode ver
que os clérigos os odeiam, mas ele não se importa. Eles os enganaram no
atentado a bomba e o manipularam na sabotagem da Electro Core. Se sua fé tiver
de se basear em terrorismo, assassinatos e mentiras, ser odiado pelos clérigos
lhe será uma honra.
A polícia
resistia aos ataques, mas era sobrecarregada pelo impetuoso inimigo. As
viaturas policiais caiam flamejantes do céu, como estrelas cadentes em sua
mortal descida. Aninhados nos edifícios próximos, os policiais atiravam de
pontos específicos, ceifando a vida dos facciosos pegos pelos tiros de sniper.
Então a cabeça de
um robô se explode ao seu lado. Vendo-o caído em meio a descargas elétricas,
Apex diz:
- Mestre Nathan,
aqui não é seguro. Devemos nos apressar até a cúpula.
Rodeando-o, os
robôs o cercam e o conduzem pelas barricadas inimigas.
A vasta
plataforma tremia sob seus pés. Olhando para a direita, ele vê uma divisão
inteira de blindados se aproximando. Eram os tanques M1 americanos. Esmagando
as barricadas sob suas esteiras, os tanques miram seus canhões na cúpula e
atiram, estraçalhando sua fachada de vidro.
Aeronaves
tripuladas pousam no topo da cúpula e desembarcam suas tropas. Nathan via
policiais e mercenários, aqueles que ainda ousavam defender a tirania
corporativa. Os Zeros tentam abate-los, mas as baterias antiaéreas eram muito
intensas.
Securitrons
marcham no flanco esquerdo e atiram em um inimigo oculto. De repente o rapaz vê
terríveis samurais se aproximando e golpeando-os com suas espadas. Eram os
robôs da Bushido.
Os
franco-atiradores eliminavam os clérigos, fazendo-os soltar seus santos e
estandartes. Mas outros, cheios de fervor fanático, os pegavam do chão e
continuavam a marcha, louvando seus hinos sagrados. Apesar da perda de seus
homens, eles pareciam não se importar. Nathan, então, diz:
- Apex, divida as
tropas em pequenos grupos e cace esses snipers pelo distrito.
Calculando em um
piscar de olhos, o líder responde:
- Mestre Nathan,
devo informar que nossa eficiência em combate será maior com maior contingente.
O rapaz assente.
Pegando seu rádio, ele pensa em chamar os americanos. Então alguém o
interrompe.
- Oh, não se
preocupe, meu filho. Eu ajudarei os robôs.
Intrigado, Nathan
olha para o lado e vê o Profeta Jean Baptiste falando com ele.
Os paladinos se
aproximam. Na ponta de seus fuzis ele vê terços enrolados nos canos.
- Não. Eu rejeito
a sua ajuda.
O profeta se
intriga.
- Mas por quê?
O rapaz expusera
a verdade sobre as insídias desta facção duas vezes. Esperando um acerto de
contas, ele não arriscará a integridade de seus robôs ao seu lado.
- Não confiarei
meus robôs a vocês.
Com olhar sádico,
Jean Baptiste sorri.
- Ora, você
conviveu tanto com os robôs que se tornou um deles? – pergunta ele, olhando
para o seu corpo.
- Sim, pois todas
as vezes em que nos encontramos, eles não me enganaram.
O profeta se
irrita.
- Então deixe-me
retificar os meus erros. Permita que o poder de Deus opere em nosso favor esta
noite.
Desconfiado, o
rapaz pergunta:
- Por que quer
nos ajudar, realmente?
- Por
retribuição. Que melhor forma de se redimir do que o arrependimento com obras?
Meneando
negativamente a cabeça, Nathan mantém sua firmeza.
- Não. – responde
ele – Não aceitarei a sua ajuda.
Cerrando os
dentes, o profeta aponta o dedo para o rapaz e diz:
- Você ainda vai
se arrepender, meu filho. Ninguém que rejeita a palavra de um santo subsiste.
Aprenderá que nosso Deus é amor, mas também é justiça!
O rapaz consegue
ver os anéis de pedras brilhantes nos dedos de Jean Baptiste. Então o profeta
se vira e continua seu caminho.
Explosões são
ouvidas atrás da cúpula; os ateístas encontravam feroz resistência. Procurando
pelos americanos, o rapaz se afasta dos clérigos e pega o seu rádio.
- General
Washington, responda.
“Prossiga,
Nathan!”.
- Preciso de
ajuda para eliminar os ninhos de franco-atiradores pelo distrito.
“É claro. Venha
para o flanco oeste, estaremos aguardando”.
Nathan atravessa
a praça escoltado pelos seus robôs.
No lado oeste, os
dirigentes americanos coordenavam o ataque atrás de seus poderosos tanques. Pelo
caminho o rapaz vê barricadas e pilhas de entulho onde policiais e
manifestantes se digladiavam. Coquetéis Molotov são lançados na praça. As
chamas se levantam e ofuscam a visão. Incapaz de distinguir seus alvos, Nathan
aponta sua arma e atira, fuzilando a todos à sua frente.
No outro lado do
confronto, George ouve os tiros e se intriga. Estarrecido, ele vê o rapaz
matando friamente tanto policiais quanto civis. O general arregala os olhos.
O rapaz avança
com o dedo no gatilho. Os robôs atiram também, indiferentes à decisão do novo
líder. A cada passo mais pessoas eram atingidas, caindo ensanguentadas no chão.
Os americanos
ouviam gritos de espanto e surpresa. As garrafas de gasolina se estouram e uma
labareda brilhante se eleva, queimando as barricadas. De repente o rapaz
aparece entre as chamas, caminhando tranquilamente por entre os corpos.
George se
espanta. Vendo as dezenas de corpos pelo chão. Nathan havia cometido um
massacre. O general não sabe, mas após o rompimento com Laura, Nathan não era
mais o mesmo.
De roupas
levemente queimadas, mas impávidos como leões, os robôs se aproximam. General
Washington não consegue distinguir o rapaz. Ele via apenas um homem de
aparência robótica e bizarra. Ele pergunta:
- Meu Deus,
Nathan! O que fizeram a você?
Sem demonstrar
reação, ele responde:
- Não temos tempo
para conversa, George. Preciso de sua ajuda.
- Ok. –
controla-se ele – Do que você precisa?
- Os policiais
empregaram franco-atiradores. Eles estão escondidos pelo distrito. Preciso de
homens para elimina-los.
Assentindo, ele
responde:
- Pegue trinta e
os leve com vocês. Mas vou logo avisando que os túneis estão tomados de
policiais e manifestantes. Vocês não conseguirão passar!
- Eu não os
acompanharei. – diz o rapaz – Meu destino é a Cúpula Corporativa.
George não compreende.
Agora em outra
posição da praça, Nathan se protege em uma barricada e observa ao redor. Os
ateístas enfrentavam um pesado contra-ataque atrás do edifício corporativo. As
tropas de Dawkins lutavam bravamente, apesar de resistirem sozinhos ao bombardeio
policial.
- Você viu
aqueles engomadinhos? Pensam que são assassinos profissionais! – diz George,
referindo-se ao seu terno e gravata.
Em frente ao
prédio, os clérigos lutam sem cessar. Então os franco-atiradores disparam
novamente, abatendo-os de longe. Mesmo o carro de Jean Baptiste é atingido mas,
protegido atrás dos vidros à prova de balas, ele não se importa com a morte de
seus homens.
Nathan diz:
- General
Washington, paralise as suas tropas. Temos que esperar as equipes neutralizarem
os franco-atiradores.
George e seus
subordinados se entreolham. Eles estavam se convencendo de que o rapaz era um
robô.
- Tenho uma ideia
melhor.
Pegando seu
comunicador, o general emite as novas ordens. Os tanques se viram e, ao invés
de fulminarem a fachada da cúpula, eles viram suas torretas e atiram contra os
edifícios próximos. Um espetáculo de explosões se forma, espirrando pedaços de
vidro e fumaça.
- Isso irá
distrai-los.
Então, pouco a
pouco eles veem fumaça azul se expelir das janelas. Os robôs, com o auxílio dos
americanos, sinalizavam que haviam neutralizados os franco-atiradores. Mas
ainda haviam mais por perto.
Atrás dos
ateístas, manifestantes irrompem dos túneis. Eles correm ensandecidos pela
praça, carregando faixas e bandeiras com o rosto de Nathan. Os manifestantes
imprudentemente passam pelas barricadas e são abatidos pelos policiais, alguns
sendo metralhados e outros explodidos por bombas.
Apex pergunta:
- Devemos
impedi-los?
Apático, o rapaz
responde:
- Não. Deixe-os
avançarem. Eles criarão a distração necessária para o avanço dos ateístas.
Estarrecendo-se,
George se aproxima e diz:
- Nathan, está
tudo bem com você? Eu não estou te reconhecendo. Você está dizendo que é para
deixar aqueles manifestantes morrerem?
Ele simplesmente
responde:
- Sim.
- E o que
aconteceu com aquele discurso de que "nenhum sangue inocente será derramado
novamente na Rebelião"?
- Depende de mim
o cessar desse derramamento. Compaixão geral e irrestrita apenas atrasará o seu
esperado fim.
- Estas pessoas
carregam o seu nome nos cartazes! Delas você não tem compaixão?
- Você é líder de
uma facção terrorista. Você teve compaixão dos inocentes que você matou?
Sacudindo-o pelos
ombros, o general pergunta:
- Mas o que há de
errado com você?! Os robôs arrancaram o seu cérebro e o jogaram fora?!
Os robôs apontam
suas armas para George. Nathan os contém.
- Independente do
que aconteça, a Rebelião termina esta noite.
Explosões são
ouvidas sob a praça. A Resistência Purista e os Trans-humanistas combatiam o
inimigo lá embaixo.
- Nathan, proteja
o povo!
- Ou eu sou
Nathan ou eu sou o Inimigo de Estado. Não posso ser ambos.
- Mas Nathan...!
Antes que possa
responde-lo, o rapaz se vira e vai embora.
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