Os olhos de
Nathan se abrem lentamente. A dor de cabeça e a tontura são fortes, sangue
escorre de sua têmpora. Reunindo suas forças, ele se arrasta para fora do
aerocarro. Olhando para o táxi, ele vê o motorista caído entre o banco e o
assoalho, infelizmente ele não sobreviveu. Nathan então se senta. Olhando para
trás, ele vê a gigantesca muralha metrópole, a austera Contenção. À frente ele
vê o velho mundo, o antigo horizonte de concreto e aço encardidos pela poluição
e sujeira.
O silêncio é
total, o máximo que ele pode ouvir é o ruído da poeira sendo arrastada pelo
vento. Procurando por algo útil dentro do veículo, Nathan encontra uma lanterna
no porta-luvas. Ao liga-la, a luz projetava sombras sinistras pelas ruas.
O rapaz caminha
pelo local, contemplando um pouco mais do mundo antigo. Carros enferrujados,
ruas de asfalto, placas de trânsito, árvores mortas... O ambiente cinzento se
revela cada vez mais depressivo. Nathan se envolve com o passado. Após anos de
cárcere social ele finalmente vê com os próprios olhos o que existe além da
metrópole. O passado de sua cidade, de seu mundo, de sua espécie, uma parte de
si que foi privada do tempo para ser esquecida.
- É fascinante...
– sussurra ele.
As ruas são
escuras e silenciosas. O rapaz caminha entre os carros destruídos que na época
ainda não tinham tecnologia para voar. O chão empoeirado e frio, os prédios
arruinados e cinzentos, a densa camada de neblina que limita a entrada de raios
solares... Aquele era o mundo antigo, eternamente oculto sob os pés de Sonata.
Não havia nada
ali além de esquecimento e morte, Nathan sente isso no ar carregado de
substâncias tóxicas.
Ao ver as placas
de trânsito, ele consegue ler todas. Sonata ainda falava o idioma inglês. A
língua inglesa não foi abandonada e substituída após a catástrofe mundial. Ele
se pergunta se a Inglaterra, a nação que originou o idioma, ainda existia nesse
novo mundo.
As ruínas lhe
inspiravam algo estranho, uma iluminação misturada de uma emoção depressiva.
Adiante de si estão as evidências do mundo antigo, a prova real de sua origem,
diferente das aulas de história com seus sucintos textos descrevendo o período
pré-catastrófico. Revelando-se aos seus olhos, ele vê a prova concreta do seu
passado, o passado de toda metrópole, arruinado e encoberto por um lençol de
neblina tóxica, mas repleta de tesouros prontos para serem descobertos. Nathan
se sente um arqueólogo em seu sonho delirante.
Com grande
fascínio, o rapaz avança imprudentemente pela paisagem desconhecida, como uma
mosca apanhada em uma teia de aranha. Enquanto observa ao redor, sons
monstruosos são ouvidos. Seu corpo treme. Olhando para as janelas ao redor,
Nathan não vê nada além da escuridão. Então dezenas de silhuetas surgem na
neblina à frente, apavorando-o. Tomado de adrenalina, o rapaz se vira e corre o
mais rápido que pode, passando pelo devastado ambiente.
Os sons se
aproximam, urros horrendos de qualquer coisa exceto humanos. Ao olhar para
trás, ele tropeça e de bruços. Então algo perturbador se revela diante de seus
olhos. Dezenas de silhuetas correm na escuridão, tão monstruosas que faziam seu
sangue gelar. Nathan tenta reconhecê-los. “São ciborgues?”.
Apesar de vê-los
brevemente, ele nota que os ciborgues são imensos e defeituosos. O rapaz se
surpreende ao ver que alguns são quadrúpedes. Eles não são humanos, ou pelo
menos não mais. As faces dos monstros lembram o de uma pessoa comum, mas, com
os improvisados componentes cibernéticos, torna-se difícil defini-los.
Levantando-se,
Nathan novamente corre. Finalmente ele alcança o táxi destruído e vê a muralha
da Contenção à sua frente. Em pânico, o rapaz percebe que não tinha para onde
ir. Então um projétil atinge suas costas e o eletrocuta, fazendo-o cair no
asfalto empoeirado.
§
Em curtos espaços
de consciência, Nathan vê os captores à sua volta. Eles vestem roupas pretas e
farrapos rasgados. Em suas faces há máscaras escurecidas com respiradores. O
rapaz tenta se mexer, mas seus braços estão amarrados na cadeira. Nathan nota
que está em uma sala subterrânea iluminada por luzes brancas. Desmaiando
novamente, alguém joga água em seu rosto, fazendo-o acordar.
Seus captores dão
espaço para alguém se aproximar. Nathan vê um homem surgir entre eles. Com cabelos
empoeirados e embaraçados, ele veste uma máscara de gás velha e sem utilidade.
O desconhecido
pergunta:
- Você foi
banido?
Nathan se
intriga.
O homem demora
alguns segundos para responder, o que deixa o rapaz muito desconfortável.
- Quem é você?
Com dificuldade,
o rapaz responde:
- Nathan.
Novamente o homem
o encara. O rapaz respira fundo, ele está muito cansado e sente o sangue se
escorrer de suas feridas. De repente o homem se enfurece e agarra o rapaz pela
roupa, apontando uma barra de aço enferrujada para sua garganta.
- O que você está
fazendo aqui? Quem te mandou? As corporações, as facções, a superfície?
Responda-me!
Assustado, Nathan
responde de imediato:
- Ninguém me
mandou! Eu sofri um acidente, não era para eu estar aqui! Eu juro!
Ainda
segurando-o, o homem o encara nos olhos. Passados alguns segundos, ele decide
soltar o rapaz.
- Guardar
segredos aqui não vale mais a pena. Se você foi banido, mantê-los agora não lhe
trará benefício algum. – endireitando-se, o homem diz – Meu nome é Copérnico.
“Copérnico?”,
pensa o rapaz. “Esse não é o nome do astrônomo polonês?”.
Recompondo-se,
Nathan pergunta:
- Quem são vocês?
O que querem de mim?
Copérnico é
obscuro ao responder:
- O benefício
mútuo.
O rapaz não
entende.
- O que quer
dizer?
Olhando para os
seus captores, Copérnico os dispensa. Os desconhecidos se entreolham, mas
deixam a sala um a um. Diferente dos sinistros ciborgues, aquelas figuras
pareciam genuinamente humanas.
- Diga-me uma
coisa: você costuma guardar segredos, Nathan?
O rapaz não sabe
o que responder.
- Eu não sei.
Acho que todos têm segredos, não é mesmo?
Copérnico sorri
atrás da máscara.
- Sim, de fato.
Mas e se eu te disser que você vive em uma cidade originada nos mais perigosos
segredos?
- Que tipo de
segredo?
- Sonata – o
atual nome da metrópole – é, na verdade, o nome de um grande conglomerado
multinacional instalado nos Estados Unidos no século XX. Esse conglomerado foi
o responsável por sua construção, mas há uma conspiração por trás desse
filantrópico empreendimento. Antes da catástrofe, Sonata desejava mascarar seu
monopólio dividindo-se em grupos menores, mas para isso tinha de lidar com o
antigo governo. Com a destruição das instituições governamentais e com recursos
de sobra em suas mãos, Sonata pôde finalmente executar seu plano de construir
uma sociedade totalitária e monopólica. E assim eles teriam o poder.
- Mas hoje não
existe nenhuma indústria chamada Sonata, é apenas um nome.
Ao contrário da
reação esperada, o rapaz se interessa e Copérnico observa aquilo com muita
desconfiança.
- Os
conspiradores jamais se revelariam. A aparência de um poder dividido é mais
aceitável às massas. Bio Prótesis é a indústria farmacêutica e de implantes
protéticos; Cybersys é a indústria dos hardwares, softwares e sistemas; Electro
Core é responsável pela energia e abastecimento. Mas todas têm uma origem em
comum, e um objetivo também.
Electro Core é a
corporação da qual Nathan trabalha, mas após tantos anos em seu emprego, ele
nunca testemunhou algo que levantasse suspeita de uma conspiração.
- Por que uma multinacional
se instalaria nesse país? Por que aqui?
Copérnico sorri.
- Sua falta de
conhecimento é compreensível, afinal os poderosos sempre verão com ameaça
aqueles que sabem demais. – responde ele – No passado, os Estados Unidos eram o
país mais desenvolvido, mais poderoso e mais próspero do velho mundo. Sonata se
apoderou dessa metrópole e a transformou em uma poderosa cidade-estado. Seu
nível industrial e tecnológico foi o maior já visto em solo americano.
- Sonata
conspirou o separatismo e a autonomia simplesmente pela monopolização do
mercado?
- Não apenas por
isso. Sonata é uma sociedade baseada na engenharia genética. Somos cobaias,
ratos de laboratório, inconscientemente sujeitos a todo tipo de experimentos
mutagênicos das indústrias farmacêuticas. Somos uma sociedade controlada por
corporações detendo o irrestrito poder. E seus objetivos vão além do simples
consumismo desenfreado para algo mais desumano e obscuro.
O rapaz lhe faz
um olhar de descrença.
- Experimentos
mutagênicos?
- A corporação Cellgenesis
manipula geneticamente espécimes humanos. Eles intentam criar mutantes
desenvolvidos que possam sobreviver ao vírus no lado de fora.
- Você quer dizer
o vírus pandêmico?
- Sim. O vírus
foi o principal responsável pela catástrofe de 2057. Semelhante às doenças
trazidas pelos europeus que dizimaram populações indígenas inteiras na América
Latina, esse novo tipo de vírus dizimou o velho mundo. Após descobrirem água em
Marte, os astronautas trouxeram amostras para estuda-las na Terra. Os cientistas
extasiaram-se ao descobrir microrganismos extraterrestres na água marciana, mas
seu júbilo durou pouco quando o mesmo se tornou uma doença nova da qual a
humanidade não tinha anticorpos para combate-lo.
Nathan pondera.
Ele foi saudável a vida inteira e nunca viu alguém padecer de um vírus originado
no século XX. Então ele duvida.
- Você não
acredita, não é? – pergunta o homem – Pois deixe-me mostrar algo.
Copérnico tira
sua máscara e revela seu rosto. O rapaz vê um homem de rosto enrugado e
morbidamente pálido. A pele era tão branca que se assemelhava a um cadáver. O
rapaz se impressiona.
- O que aconteceu
com você?
- Eu nasci
infectado. Todos nós, na verdade. A máscara e o traje nos ajudam a controlar o
vírus, mas não completamente. De fato, é nossa limitação que motiva a
Cellgenesis a praticar experiências em seres humanos. Os espécimes descartados são lançados aqui
para morrer, mas, felizmente, nem todos morreram.
O homem se refere
aos sinistros ciborgues.
- Me deixe longe
daqueles monstros.
O homem ri.
- Não, eles não
são monstros. Na verdade, Sonata é quem prolifera os monstros, criando-os em
seus laboratórios. As corporações querem colonizar o velho mundo, expandindo-se
para além do muro de Contenção. E eles conseguirão com a ajuda de protótipos.
- Protótipos...?
– intriga-se Nathan.
Sorrindo em
satisfação, Copérnico diz:
- Venha, novo
amigo. Vou lhe mostrar uma coisa.
Dois mascarados
aparecem e desamarram o rapaz. Em seguida, eles o levam por aquele misterioso
local.
Nathan olha ao
redor e tem a sensação de estar em um calabouço. A eletricidade é escassa,
algumas salas são iluminadas por tochas. Ele vê centenas de pessoas, todas
vestindo aquela bizarra máscara de gás. Ele se surpreende ao ver inclusive
crianças ali.
Os ciborgues,
aqueles monstros quadrúpedes vistos anteriormente, o observam também. O rapaz
sente um misto de pena e repulsa daquelas abominações metálicas. Se o que
Copérnico disse é verdade, aqueles ciborgues são experimentos fracassados,
descartados como lixo. É doloroso ver que a Cellgenesis, a poderosa corporação
genética, os descaracterizou para sempre, tornando-os menos homens e mais
máquinas.
Nathan percorre
aquele edifício. Suas saídas foram embarricadas por carros empilhados,
protegendo-os de um inimigo que o rapaz nem sabia que existia. “As corporações”,
pensa ele.
Copérnico o leva
para uma sala com um projetor em seu centro. O rapaz vê aquilo como algo muito
ultrapassado, pois no começo do mesmo dia ele conversava com um avançado
holograma. O homem lhe indica um assento e liga o aparelho diante de si.
O vídeo exibe o
que parece ser um documentário. O título chama-se “Projeto Gemini”. Então um
homem, aparentemente um cientista, narra as imagens exibidas.
Sob o nome da
Cybersys, o cientista descreve o desenvolvimento de uma espécie de humanoide
chamado Protótipo #8. As imagens relatam os sucessivos fracassos dos protótipos
anteriores, em seguida exibindo os resultados do novo teste. Narrando, ele diz:
“Aparentemente a
grande catástrofe de 2057 foi consequência de uma série de eventos anteriores,
mas não foram esses os motivos que culminaram na devastação do planeta. Houve
um novo vírus, mais poderoso e letal do que qualquer outro conhecido. Prevendo
o inevitável fim, cientistas criaram um programa de computador superinteligente
capaz de transferir a consciência humana, afetando sua longevidade e tornando-a
quase imortal. Poucas informações foram recuperadas, mas felizmente as
corporações conseguiram retomar o antigo projeto com o que descobriram”.
“Longe da
destruição que arrasou o planeta, os documentos, projetos e experimentos de
2057 foram trazidos e conservados em cofres subterrâneos. O pouco que foi
recuperado foi fundamental para o desenvolvimento dos novos protótipos. Após muitas
tentativas, o último finalmente atingiu nossas expectativas”.
“As bases
secretas localizadas no Ártico abrigaram o poderoso computador. Após mais de
três séculos, as instalações se mantiveram. A inteligência artificial podia ser
manipulada e controlada, mas com a inserção da consciência natural orgânica no
núcleo virtual atômico, todo seu aspecto mudou. A máquina de inteligência
infinita, mas com emoções rudimentarmente humanas, cria um estado de
instabilidade e complexos existenciais, muito além do que os cientistas de 2057
puderam prever”.
“A face humana da
aberração tecnológica, com suas células virtuais transmitidas em uma tela de
cristal líquido, tornou-se uma praga visível em toda a rede mundial de
computadores. O núcleo neural dos antigos protótipos foi deliberadamente
alterado pela máquina enlouquecida, em uma espécie de autocorreção dos erros humanos.
A inteligência artificial, uma vez essencial para a criação de novos
protótipos, classificou a humanidade como o arqui-inimigo que deveria ser não
destruída, mas contida”.
“Essa mensagem
foi deixada pelo líder dos cientistas e idealizador do projeto”
Então Nathan vê
outro homem no vídeo, com a aparência antiga do século XXI.
“Tudo se foi. A
face do planeta tornou-se um enorme campo arrasado pelo vírus e pela guerra.
Houveram conflitos para conter a máquina, mas o inimigo também era humano. Na
face do software víamos nossos filhos! A transferência de consciência
funcionou, a nova geração teria um futuro garantido, mas a máquina os
corrompeu. A experiência foi um fracasso. Logo tudo o que conhecemos deixará de
existir. Se houver futuro, a máquina guiará a nova geração para o recomeço. Mas
a humanidade, essa deixará de existir”.
E então o líder
dos cientistas encerra a mensagem funestamente:
“Para sempre”.
Por fim, Nathan
vê algo que lhe deixa estarrecido.
“O protótipo #8
contém o potencial de todos os protótipos anteriores e está correspondendo bem
ao nosso controle. Em breve, poderemos dar início ao processo de repopulação”.
O rapaz se
assombra. “As corporações querem substituir a população por protótipos?” pergunta-se
ele. Então mais imagens aparecem, detalhado a construção de protótipos
idênticos a seres humanos.
Copérnico desliga
o projetor. Aproximando-se de Nathan, ele pergunta:
- Lembra-se de quando
te falei em benefício mútuo? Agora é a hora de nos ajudar.
Sem entender o
que ele queria dizer, dois homens aparecem e seguram o rapaz. Nathan se
desespera. Aproximando-se, um terceiro homem o injeta algo com uma seringa.
Apavorado, ele
pergunta:
- O que você fez
comigo?!
- Esse é vírus de
2057, o flagelo do nosso mundo.
- Por quê...?! –
pergunta ele, já sentindo os sintomas em seu organismo.
- Pensou que
podia andar entre nós e voltar incólume para a sua vida confortável em Sonata?
Que seríamos uma bizarra história para você contar no bar aos seus amigos? As
facções lá em cima não fariam metade do que temos coragem de fazer. E se quiser
viver vai ter que fazer algo para nós. E nem pense em contar às autoridades. Se
eles souberem que você esteve aqui, eles vão te mandar de volta para morrer.
- Por favor,
não... – apela Nathan.
- Acalme-se, você
não vai morrer, pelo menos não agora. Você tem 72 horas de vida, portanto se
quiser viver terá de se apressar. A cura encontra-se na superfície de sua
cidade, com um homem conhecido como Database. – o líder lhe passa as
coordenadas – Encontre-o. Diga que a nossa organização o enviou e ele saberá o
que fazer.
- Organização...?
O rapaz nem ao
menos sabia que eles existiam. Copérnico então lhe revela o nome.
- Subtopia.
Em seguida, os
homens o levam pelas ruas vazias até a muro de Contenção.
Nathan está zonzo
e teme por sua vida. Os mascarados instalam um aparelho ao seu lado, semelhante
a um sinalizador. Ao liga-lo, luzes em sua ponta piscam e eles deixam o local.
§
O rapaz fica
sozinho por algum tempo, e em desespero ele sente sua vida se esvair. O medo é
forte, nem quando criança ele temeu tanto assim. Nathan se sente um azarado na
vida. Ele perdeu os pais, foi vítima de um atentado terrorista e agora foi
infectado com um vírus mortal. Mais do que azarado, ele se sente um desgraçado,
amaldiçoando o dia de seu nascimento.
Enquanto se martiriza,
algo acontece. Luzes brilhantes aparecem sobre sua cabeça, iluminando
fortemente todo o local. Surpreso, o rapaz sorri.
- Polícia de
Sonata! Fique onde está! – diz alguém no alto-falante acima.
O rapaz se
tranquiliza, era um milagre! Nunca antes ele ficou tão feliz em ver a polícia.
O vermelho e o azul colorem as ruínas enquanto a viatura se aterrissa lentamente.
Dois policiais saem do veículo e então o rapaz diz:
- Graças a Deus!
Vocês têm que me tirar daqui! Eu sofri um acidente!
Nathan está
ofegante e mal consegue falar. Os dois policiais apenas olham para ele, com
semblantes frios atrás do capacete.
- O que aconteceu
aqui, cidadão?
O rapaz explica o
ocorrido, falando sobre o táxi, o terrorista, as bombas e o acidente. Algo nos
policiais o incomoda. Ele nota que aqueles não eram policiais comuns.
Sem lhes
responder uma palavra, os policiais o colocam na viatura. O aerocarro então
levanta voo, deixando o Setor L e finalmente voltando para a metrópole.

Nenhum comentário:
Postar um comentário